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Reforma tributária · LC 214/2025

A reforma já começou. O que muda para a sua empresa, ano a ano.

PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS vão dar lugar à CBS (federal), ao IBS (estados e municípios) e ao Imposto Seletivo. A transição vai até 2033 — e as decisões que valem dinheiro começam agora.

Cronograma

Cinco momentos que pedem uma decisão.

2026

Ano de teste

CBS de 0,9% e IBS de 0,1% passam a ser destacados nas notas fiscais. Quem cumpre as obrigações acessórias fica dispensado de recolher os valores de teste. É o ano de ajustar o sistema emissor e de aprender a ler os novos campos.

2027

Entra a CBS

PIS e Cofins deixam de existir e a CBS passa a ser cobrada. O IPI é zerado para quase todos os produtos e nasce o Imposto Seletivo sobre bens prejudiciais à saúde e ao meio ambiente. Empresas do Simples ganham a opção de recolher IBS e CBS fora do DAS.

2029 – 2032

Transição do IBS

ICMS e ISS caem 10% ao ano enquanto o IBS sobe na mesma medida. Preço, margem e crédito precisam ser recalculados a cada ano.

2033

Sistema novo completo

Só CBS e IBS, com crédito integral ao longo da cadeia. Quem não se preparou descobre na margem.

O Simples na reforma

Sua empresa continua no Simples. A pergunta é de que jeito.

A partir de 2027 a empresa do Simples pode escolher entre dois caminhos para o IBS e a CBS. A escolha é feita por período, pode ser revista, e a resposta certa depende de quem compra de você.

CAMINHO A

Tudo dentro do DAS

IBS e CBS continuam embutidos na guia única, como hoje. A rotina não muda. Os clientes que são empresas recebem crédito limitado ao que foi pago dentro do Simples.

Costuma servir para quem vende ao consumidor final: comércio de rua, serviços para pessoa física, alimentação.

CAMINHO B

IBS e CBS pelo regime regular

Os demais tributos ficam no DAS, mas IBS e CBS são apurados por fora, com crédito integral para os clientes e direito ao crédito das compras.

Costuma servir para quem vende a outras empresas: indústria, atacado, serviços para empresas, transporte.

O que fazer em 2026

Quatro coisas que dá para adiantar agora.

01

Conferir o emissor de notas

Os campos de CBS e IBS precisam sair certos na NF-e, na NFS-e e no cupom. Quem emite errado em 2026 corrige com calma; em 2027 corrige com multa.

02

Mapear quem compra de você

Se a maior parte da receita vem de outras empresas, o caminho B pode ser a diferença entre manter e perder o cliente que exige crédito.

03

Recalcular preço e margem

Com crédito integral na cadeia, o imposto deixa de ser custo escondido. O preço que hoje embute PIS/Cofins vai precisar de nova conta.

04

Simular os dois caminhos

Com o faturamento real, a folha e as compras, calculamos o tributo em cada caminho e o efeito no preço para o cliente.

Perguntas frequentes

O que os clientes têm perguntado.

Minha empresa do Simples vai pagar mais imposto?

Não necessariamente. Dentro do DAS as alíquotas do Simples continuam valendo. O que muda é o crédito que os seus clientes recebem — e isso pode afetar o preço que eles aceitam pagar. Por isso a simulação olha para os dois lados: o seu imposto e o crédito do cliente.

Preciso decidir alguma coisa em 2026?

Em 2026 a obrigação é destacar CBS e IBS nas notas e manter as obrigações acessórias em dia para não recolher os valores de teste. A decisão sobre o caminho do Simples vale a partir de 2027 — mas a simulação e a conversa com os clientes começam antes.

O que é o Imposto Seletivo?

Um tributo federal sobre produtos considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente, como cigarros, bebidas alcoólicas e certos veículos e bens minerais. Para a maioria das empresas de serviço e comércio não se aplica.

Empresa do Lucro Presumido ou Real também muda?

Sim, e mais cedo: PIS e Cofins acabam em 2027 e a CBS entra com crédito integral; de 2029 a 2032 o ICMS e o ISS migram para o IBS. Revisar preço, crédito e regime é parte do planejamento tributário desses clientes.

Próximo passo

Simule antes de decidir.

Traga o faturamento, a folha e as compras dos últimos 12 meses. Devolvemos os dois caminhos calculados, por escrito.